Formação continuada impulsiona qualidade da educação infantil em Uiramutã

Professores da Educação Infantil do município de Uiramutã, no extremo Norte de Roraima, participam de uma importante etapa de qualificação profissional com o início do curso de formação do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI). A capacitação teve início nesta quinta-feira (16) e segue até sexta-feira (17), sendo realizada na Escola Municipal Antônio Rodrigues da Silva, reunindo educadores que atuam diretamente com crianças de 3 a 5 anos. A iniciativa integra uma política nacional coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com universidades federais, e tem como foco a formação continuada de professores que atuam na base da educação básica. O objetivo central é fortalecer práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da oralidade, da leitura e da escrita na primeira infância, etapa considerada decisiva para o percurso educacional dos estudantes. Durante a formação, os professores participam de uma programação intensiva que articula fundamentos teóricos e atividades práticas. Entre os conteúdos abordados estão o desenvolvimento da linguagem na infância, estratégias de mediação da leitura, estímulo à produção oral e escrita, além da organização de ambientes alfabetizadores que favoreçam a interação e a construção do conhecimento. O ProLEEI propõe uma abordagem que ultrapassa os métodos tradicionais de alfabetização, priorizando a inserção das crianças em contextos significativos de uso da linguagem. A proposta valoriza práticas como contação de histórias, rodas de conversa, exploração de livros, brincadeiras simbólicas e atividades lúdicas que estimulam a curiosidade e a expressão das crianças. Outro ponto central da formação é a reflexão sobre o papel do educador como mediador do processo de aprendizagem. Ao longo do curso, os participantes discutem estratégias para observar, escutar e acompanhar o desenvolvimento infantil de forma mais sensível e intencional, respeitando o ritmo, a cultura e as vivências de cada aluno. Em um município como Uiramutã, onde há forte presença de comunidades indígenas, a formação também dialoga com a diversidade cultural presente nas salas de aula. Os educadores são incentivados a integrar saberes tradicionais e contextos locais às práticas pedagógicas, promovendo uma educação mais inclusiva, contextualizada e significativa. A escolha da Escola Municipal Antônio Rodrigues da Silva como sede do encontro reforça o papel das unidades escolares como espaços de formação e troca de experiências. Durante os dois dias, o ambiente escolar se transforma em um centro de construção coletiva do conhecimento, onde professores compartilham desafios, práticas exitosas e soluções para o cotidiano educacional. Além de aprimorar as metodologias de ensino, a formação continuada contribui para o fortalecimento da identidade profissional dos educadores. Ao investir na qualificação docente, o programa impacta diretamente a qualidade do ensino ofertado, refletindo no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças atendidas. Segundo a proposta do MEC, ações como o ProLEEI são fundamentais para garantir que todas as crianças tenham acesso a experiências de aprendizagem ricas desde os primeiros anos de vida escolar. A alfabetização, nesse contexto, deixa de ser apenas um objetivo técnico e passa a ser compreendida como um processo amplo de inserção no mundo da linguagem. Em Uiramutã, onde os desafios logísticos e geográficos exigem políticas educacionais mais estruturadas e sensíveis à realidade local, a formação representa um avanço significativo. A iniciativa fortalece a base do ensino e amplia as possibilidades de construção de um futuro mais igualitário por meio da educação. Ao final do encontro, a expectativa é que os professores retornem às salas de aula mais preparados, motivados e munidos de novas estratégias para estimular o aprendizado das crianças. Mais do que uma capacitação pontual, o curso se consolida como parte de um movimento contínuo de transformação da educação infantil no município. Assim, investir na formação de quem ensina é, sobretudo, investir no desenvolvimento das novas gerações — garantindo que cada criança tenha a oportunidade de aprender, se expressar e construir seu próprio caminho desde os primeiros anos de vida. 📚🌱✨

VICINAL CARACANÃ: Rede elétrica vai atender mais de dois mil indígenas no Uiramutã

A Prefeitura de Uiramutã deu início, nesta semana, a uma importante obra de infraestrutura que promete transformar a realidade de comunidades indígenas no extremo Norte de Roraima. A implantação de uma nova rede de energia elétrica vai beneficiar diretamente mais de dois mil moradores distribuídos em 17 comunidades da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. O projeto contempla a construção de mais de 18 quilômetros de rede de eletrificação ao longo da vicinal que liga a sede do município à comunidade indígena Caracanã. A iniciativa busca substituir sistemas precários e ampliar o acesso à energia de forma mais estável, segura e contínua — uma demanda histórica das populações locais. Com investimento superior a R$ 8,4 milhões, a obra é financiada por meio de emenda parlamentar do então deputado federal Édio Lopes. O convênio que viabiliza a execução reúne a Prefeitura de Uiramutã, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Caixa Econômica Federal, responsável pela operacionalização dos recursos. De acordo com a gestão municipal, a nova rede elétrica terá impacto direto na qualidade de vida das comunidades atendidas. Atualmente, muitas localidades dependem de geradores a diesel, que apresentam alto custo de manutenção, funcionamento limitado e riscos operacionais. Com a eletrificação regular, será possível ampliar o acesso a serviços básicos, como conservação de alimentos, uso de equipamentos domésticos, iluminação pública e acesso à informação. Além dos benefícios sociais, a obra também deve impulsionar a produção nas comunidades indígenas. Com energia contínua, produtores locais poderão utilizar equipamentos para beneficiamento de alimentos, armazenamento e apoio a atividades agrícolas e extrativistas, aumentando a eficiência e agregando valor à produção. Outro ponto destacado pela prefeitura é o aumento da segurança. A instalação de uma rede moderna reduz riscos de acidentes elétricos e falhas no fornecimento, além de possibilitar melhorias na iluminação das áreas comunitárias. A expectativa é que os trabalhos avancem ao longo dos próximos meses, respeitando as características geográficas e ambientais da região, até a conclusão prevista para o final do ano. Ao término da obra, a vicinal Caracanã deve se consolidar como um importante eixo de integração e desenvolvimento para as comunidades indígenas do município. A iniciativa reforça o papel de investimentos em infraestrutura básica como ferramenta de inclusão e desenvolvimento sustentável em regiões de difícil acesso, contribuindo para reduzir desigualdades e promover melhores condições de vida às populações tradicionais de Roraima.

Uiramutã dá início a aulas regulares de Zumba com foco na promoção da saúde e qualidade de vida

No dia 10 de abril, a equipe eMulti, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Uiramutã, realizou a 1ª aula inaugural de Zumba na Academia da Saúde, dando início a um importante projeto voltado à promoção da saúde, prevenção de doenças e incentivo à prática de atividades físicas no município. A iniciativa integra um conjunto de ações estratégicas da atenção básica, com foco no cuidado integral da população. O evento contou com a participação de moradores da comunidade, profissionais de saúde e integrantes da equipe multiprofissional, que conduziram uma programação diversificada e educativa. A abertura foi marcada por orientações sobre alimentação equilibrada, enfatizando a importância do consumo de alimentos naturais, da redução de produtos ultraprocessados e da hidratação adequada no dia a dia. As recomendações buscaram sensibilizar os participantes sobre como pequenas mudanças nos hábitos alimentares podem impactar diretamente na prevenção de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade. Na sequência, foram realizados alongamentos e instruções sobre cuidados com o corpo antes e após a prática de exercícios físicos. Os profissionais destacaram a importância do aquecimento, da postura correta e do respeito aos limites individuais, visando evitar lesões e garantir maior segurança durante as atividades. O momento mais aguardado foi a aula de Zumba, conduzida de forma dinâmica, descontraída e inclusiva. Com ritmos variados e coreografias adaptadas, a atividade possibilitou a participação ativa de pessoas de diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento físico. Além de promover benefícios cardiovasculares e melhora da coordenação motora, a prática também contribuiu para o bem-estar emocional, reduzindo o estresse e fortalecendo o convívio social entre os participantes. A ação marca o início de uma agenda permanente de atividades na Academia da Saúde, consolidando o espaço como um ponto de encontro para práticas saudáveis e integração comunitária. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a proposta é ampliar cada vez mais a oferta de ações preventivas, fortalecendo a promoção da saúde como eixo fundamental das políticas públicas no município. As aulas de Zumba serão realizadas regularmente às segundas e quintas-feiras, em horários acessíveis à população, e são abertas a todos os interessados. A gestão municipal reforça o convite para que a comunidade participe ativamente, destacando que iniciativas como essa são essenciais para a construção de uma população mais saudável, ativa e consciente sobre os cuidados com o próprio corpo.

Uiramutã é escolhido como município piloto do Imuniza Mais Brasil e fortalece estratégia de vacinação no país

No extremo norte de Roraima, o município de Uiramutã passa a ocupar posição de destaque em uma das principais estratégias de saúde pública do país. A cidade foi selecionada como território piloto do programa Imuniza Mais Brasil, iniciativa nacional que busca ampliar a cobertura vacinal e garantir que as vacinas cheguem, de forma efetiva, a toda a população. A escolha não é por acaso. Com características geográficas desafiadoras, comunidades de difícil acesso e uma rica diversidade cultural, Uiramutã representa, de forma emblemática, os obstáculos enfrentados pela saúde pública em regiões remotas do Brasil. É justamente nesse contexto que o programa se propõe a atuar, transformando desafios em oportunidades de inovação e cuidado. O projeto é resultado de uma articulação entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Universidade de Brasília (UnB), contando ainda com o apoio direto da gestão municipal, das equipes de saúde locais e do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste (DSEI-Leste). A união dessas instituições reforça o caráter estratégico da iniciativa, que aposta na cooperação para alcançar resultados concretos. A primeira etapa do trabalho será dedicada a um levantamento detalhado da realidade local. Profissionais irão mapear dados, identificar gargalos no acesso à vacinação e compreender os fatores que influenciam a adesão da população. A partir desse diagnóstico, será construído um plano de ações personalizado, com foco em ampliar o alcance das campanhas e tornar o serviço mais acessível e eficiente. Mais do que aumentar índices, a proposta do Imuniza Mais Brasil em Uiramutã é promover uma mudança estrutural na forma como a vacinação é ofertada. Isso inclui desde estratégias logísticas para alcançar comunidades isoladas até ações de conscientização que respeitem as especificidades culturais da população local. Para a gestão municipal, a participação no programa representa um avanço significativo. O reconhecimento do território como piloto evidencia tanto os desafios existentes quanto o compromisso da administração em buscar soluções inovadoras e fortalecer o sistema de saúde. Com essa iniciativa, Uiramutã se transforma em laboratório de boas práticas que poderão ser replicadas em outras regiões do país. O objetivo é claro: construir uma saúde pública mais eficiente, inclusiva e preparada para garantir um direito essencial — a proteção da vida por meio da vacinação.

CURSO TÉCNICO: Uiramutã forma 2ª turma de Magistério Indígena e fortalece educação nas comunidades da serra

Em uma região marcada pela distância geográfica e pelos desafios de acesso, mais de 60 indígenas do município de Uiramutã, no extremo Norte de Roraima, celebraram a conclusão do curso técnico de Magistério Indígena “Amooko Llisantan”. A cerimônia de formatura da segunda turma foi realizada na tarde desta quinta-feira (26), na comunidade indígena Serra do Sol, reunindo familiares, lideranças tradicionais, educadores e autoridades locais. Localizada a cerca de 74 quilômetros da sede do município, a comunidade Serra do Sol só pode ser acessada por estradas de difícil tráfego, o que evidencia o esforço coletivo envolvido tanto na realização do curso quanto na participação dos formandos. Apesar das limitações logísticas, o evento foi marcado por celebrações culturais, discursos de lideranças e momentos de valorização das tradições dos povos da região. A turma é composta por indígenas das etnias Ingaricó, Patamona e Macuxi da serra, povos que historicamente mantêm forte ligação com seus territórios e saberes ancestrais. A formação representa um avanço significativo na qualificação de professores indígenas, que agora estão aptos a atuar nas escolas de suas próprias comunidades, promovendo uma educação intercultural e bilíngue. O curso foi ofertado pelo Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima (CEFORR) e teve duração de dois anos. As aulas ocorreram de forma presencial na comunidade indígena Monte Moriá II, respeitando o contexto local e adaptando o conteúdo às realidades socioculturais dos estudantes. Durante a formação, os participantes tiveram acesso a disciplinas pedagógicas, práticas de ensino, além de conteúdos voltados à valorização das línguas maternas, da história e dos costumes indígenas. Segundo organizadores, o principal objetivo do Magistério Indígena “Amooko Llisantan” é formar educadores comprometidos com a realidade de suas comunidades, capazes de integrar conhecimentos tradicionais e conteúdos da educação formal. A proposta pedagógica busca fortalecer a identidade cultural e contribuir para a autonomia dos povos indígenas por meio da educação. Para muitos dos formandos, a conquista vai além do certificado. Trata-se de um passo importante na construção de um futuro com mais oportunidades para as novas gerações, sem abrir mão das raízes culturais. “Ser professor na comunidade é também ser guardião da nossa cultura”, destacou um dos concluintes durante a cerimônia. A realização da segunda turma reforça a continuidade de políticas públicas voltadas à educação indígena em Roraima, evidenciando a importância de investimentos em formação específica para professores que atuam em contextos diferenciados. A expectativa é que novas turmas sejam formadas nos próximos anos, ampliando o alcance do ensino técnico e fortalecendo ainda mais a educação nas regiões indígenas do estado. Com a formação concluída, os novos professores retornam às suas comunidades com a missão de transformar a realidade educacional local, promovendo um ensino que respeita identidades, valoriza saberes tradicionais e contribui para o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas da região serrana.

Uiramutã enfrenta crise hídrica e comunidades indígenas sofrem com estiagem

O município de Uiramutã de Roraima, vive uma das estiagens mais severas dos últimos anos. Comunidades indígenas da Raposa Serra do Sol e moradores da sede do município já enfrentam escassez de água, queda de pressão nas torneiras e racionamento do recurso, que se torna cada vez mais escasso devido à redução do lençol freático. Para amenizar os efeitos da seca, a Defesa Civil municipal, em parceria com brigadistas e organizações locais, iniciou o abastecimento emergencial de escolas e residências por meio de caminhões-pipa. Apesar das ações, a demanda ainda supera a oferta, e muitas famílias precisam racionar água diariamente. “O início da estiagem este ano foi mais intenso do que o habitual, atingindo simultaneamente a sede e comunidades indígenas. O lençol freático baixou muito, e isso provoca água fraca nas torneiras”, alertou Julimar Sena, coordenador da Defesa Civil de Uiramutã. A escassez afeta diretamente a rotina das comunidades indígenas. A água é utilizada para consumo, higiene, manutenção de roçados e preparação de alimentos tradicionais, tornando a crise um desafio não apenas para a sobrevivência, mas também para a preservação cultural. Moradores relatam dificuldades em atender necessidades básicas, especialmente para crianças e idosos. Na sede do município, os efeitos da seca também são sentidos. Famílias relatam água insuficiente para o consumo diário, enquanto comerciantes enfrentam problemas na produção de alimentos e limpeza de estabelecimentos. O impacto econômico se soma ao social e cultural, evidenciando a vulnerabilidade da região frente às mudanças climáticas. Autoridades municipais estudam medidas complementares, incluindo perfuração de novos poços, instalação de cisternas comunitárias e campanhas de conscientização sobre o uso racional da água. Especialistas reforçam a necessidade de políticas públicas integradas e de investimentos em infraestrutura hídrica, considerando a crescente irregularidade das chuvas na região Norte do país. A situação em Uiramutã evidencia a fragilidade das regiões isoladas frente à estiagem e destaca a urgência de soluções sustentáveis que combinem tecnologia, gestão pública e respeito às tradições indígenas, garantindo o acesso à água potável mesmo em períodos críticos.

Uiramutã leva exames laboratoriais à comunidade Lage e reforça atenção à saúde básica

Na sexta-feira, 20 de março, a comunidade Lage, em Uiramutã, recebeu uma ação de saúde que levou diretamente aos moradores serviços de coleta laboratorial e atendimento clínico. A equipe esteve no local realizando exames de rotina e acompanhamento de indicadores de saúde, com o objetivo de garantir diagnósticos mais precisos e agilizar o monitoramento de condições médicas da população local. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, com o apoio da gestão do prefeito Benísio, em parceria com o laboratório Laboranalise. Segundo a secretaria, ações desse tipo são essenciais para aproximar os serviços de saúde da população, especialmente em comunidades mais distantes do centro urbano, onde o acesso a exames laboratoriais e consultas médicas pode ser limitado. Estrutura da ação e serviços oferecidos A equipe mobilizada na comunidade Lage realizou a coleta de exames laboratoriais variados, incluindo análises de sangue, urina e outros procedimentos de rotina. Além da coleta, os profissionais forneceram orientação sobre prevenção de doenças, acompanhamento de condições crônicas e esclarecimento de dúvidas sobre saúde. O trabalho também permitiu o levantamento de informações epidemiológicas locais, fortalecendo o acompanhamento dos indicadores de saúde da comunidade. Com esses dados, a Secretaria Municipal pode planejar ações mais eficazes, como campanhas de vacinação, prevenção de doenças endêmicas e programas de educação em saúde. Benefícios diretos para a comunidade Ao levar atendimento direto às residências e pontos estratégicos da comunidade, a ação reduz a necessidade de deslocamentos longos até unidades de saúde centrais, o que é especialmente importante em Uiramutã, município que abrange áreas remotas e de difícil acesso. Essa proximidade contribui para a detecção precoce de doenças, promove intervenções mais rápidas e melhora a qualidade de vida dos moradores. Para os profissionais de saúde, a ação permite observar diretamente fatores ambientais, hábitos de vida e condições socioeconômicas que impactam a saúde local, oferecendo uma visão mais completa do contexto da comunidade e permitindo intervenções mais assertivas. Compromisso da gestão municipal O prefeito Benísio destacou a importância de ações como essa para fortalecer a atenção básica e reduzir desigualdades no acesso a serviços de saúde. “Nosso objetivo é levar atendimento com cuidado, eficiência e proximidade. Saúde de qualidade é direito de todos, e vamos continuar trabalhando para que as comunidades mais distantes também tenham acesso a exames e acompanhamento médico de referência”, afirmou. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, esta ação integra um programa contínuo de visitas a comunidades rurais e indígenas, com o objetivo de ampliar o alcance do atendimento, fortalecer a prevenção e criar uma rede de cuidado que acompanhe de forma regular a população de Uiramutã. Perspectiva de longo prazo Especialistas em saúde pública reforçam que levar serviços laboratoriais diretamente às comunidades contribui não apenas para o diagnóstico individual, mas também para a construção de políticas públicas mais eficientes. A coleta de dados local permite identificar padrões epidemiológicos, planejar intervenções estratégicas e monitorar a evolução de doenças crônicas ou endêmicas na região. Com essa abordagem, Uiramutã busca transformar a atenção à saúde básica em uma política contínua, integrada e próxima da população, garantindo que moradores de áreas mais remotas tenham acesso a serviços de qualidade e acompanhamento constante. #Saúde #AtendimentoNasComunidades #SaúdeMaisPerto #Uiramutã #TrabalhoQueCuida

UIRAMUTÃ

Laboratório móvel leva exames e atendimento de saúde a comunidades indígenas de difícil acesso Programa da Saúde municipal realiza coletas e diagnósticos diretamente nas aldeias, reduzindo deslocamentos até a sede do município UIRAMUTÃ (RR) — Moradores da comunidade indígena Ticoça, localizada a cerca de 35 quilômetros da sede do município de Uiramutã, no Norte de Roraima, receberam nesta semana atendimento médico e serviços laboratoriais diretamente na própria comunidade. A ação faz parte de um novo programa da Secretaria Municipal de Saúde que utiliza um laboratório móvel para ampliar o acesso da população indígena a exames e diagnósticos básicos. A iniciativa integra o projeto Labonase, que inicialmente funcionava na sede do município e agora começa a ser ampliado para regiões mais afastadas. A primeira ação do programa em comunidades indígenas ocorreu na quinta-feira (12), quando uma equipe de profissionais de saúde se deslocou até a comunidade Ticoça levando equipamentos para coleta e análise de exames. O atendimento é realizado por meio de uma picape adaptada, equipada com materiais e instrumentos utilizados em procedimentos laboratoriais. No local, a equipe faz coletas de sangue, testes e avaliações iniciais, permitindo que moradores tenham acesso a exames que normalmente exigiriam deslocamento até a área urbana do município. A comunidade indígena Ticoça conta atualmente com 449 moradores, entre eles 105 pais de família, que dependem do sistema público municipal para atendimento médico. Para muitos deles, o acesso a exames laboratoriais representa um desafio devido à distância, às condições das estradas e à escassez de transporte regular entre as comunidades e a sede do município. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o laboratório móvel foi criado justamente para reduzir essas dificuldades logísticas e levar os serviços básicos de diagnóstico às localidades mais isoladas. Em muitos casos, moradores precisam percorrer dezenas de quilômetros para realizar exames simples, o que acaba atrasando diagnósticos e tratamentos. Durante a ação realizada na Ticoça, profissionais de saúde atenderam moradores de diferentes faixas etárias, incluindo crianças, adultos e idosos. Além das coletas laboratoriais, a equipe também realizou triagem clínica, orientações de prevenção e encaminhamentos médicos, quando necessário. A estratégia faz parte de um esforço da gestão municipal para descentralizar o atendimento de saúde e fortalecer a assistência básica nas comunidades indígenas. O trabalho também permite identificar casos que precisam de acompanhamento médico mais detalhado ou encaminhamento para unidades de saúde com maior estrutura. De acordo com a coordenação do programa, a experiência inicial na comunidade foi considerada positiva, tanto pela quantidade de atendimentos realizados quanto pela adesão da população local. A presença da equipe dentro da própria comunidade facilita o acesso principalmente para idosos, gestantes e pessoas com dificuldade de locomoção, que muitas vezes deixam de realizar exames por causa da distância. A expectativa da Secretaria de Saúde é que o laboratório móvel passe a integrar de forma permanente o calendário de ações itinerantes do município, atendendo outras comunidades indígenas localizadas em áreas remotas do Uiramutã. Com a ampliação do projeto, a prefeitura pretende fortalecer a rede de atenção básica e reduzir desigualdades no acesso aos serviços de saúde, garantindo que moradores das regiões mais distantes também possam realizar exames e receber acompanhamento médico sem precisar enfrentar longas viagens até a sede municipal.

Câmara Municipal de Uiramutã realiza sessão extraordinária para votar rateio do Fundeb 2025

A Câmara Municipal de Uiramutã realiza nesta terça-feira (3), a partir das 18 horas, sessão extraordinária extraordinária para deliberar sobre o rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) referente ao exercício de 2025. A sessão legislativa, aberta ao público, ocorrerá no plenário da Casa de Leis, situada na sede do município. O rateio do Fundeb deste ano beneficiará 615 profissionais da Educação municipal, incluindo servidores efetivos e temporários lotados na Secretaria Municipal de Educação. O abono será pago proporcionalmente aos dias e meses de efetivo exercício a partir de janeiro de 2025, contemplando desde os profissionais com menos tempo de serviço até os mais antigos. Os valores do rateio variam de R$ 29,51 a R$ 10.623,00, de acordo com o tempo de serviço prestado e a categoria profissional de cada servidor. O cálculo segue critérios estabelecidos pela legislação federal do Fundeb, que destina recursos para a valorização dos profissionais do magistério e demais trabalhadores da educação básica pública. “Este é um momento importante para reconhecer o trabalho dos profissionais que dedicam suas vidas à Educação em nosso município. O Fundeb representa uma conquista significativa para a valorização dos servidores da área educacional”, destaca o secretário municipal de Educação, Damázio de Souza Gomes. Os profissionais contemplados incluem professores de diversas níveis, pedagogos, coordenadores pedagógicos, técnicos administrativos educacionais e demais servidores atuantes na rede municipal de ensino de Uiramutã. O pagamento será processado pela Secretaria Municipal de Educação após aprovação unânime ou maioria absoluta dos vereadores e a posterior publicação da lei municipal no diário oficial. A Presidente da Câmara Municipal convida a população de Uiramutã para acompanhar a sessão extraordinária, reforçando o compromisso da Casa Legislativa com a transparência e o controle social das ações do poder público municipal. A sessão terá transmissão ao vivo pelas redes sociais oficiais da Câmara. Sobre o Fundeb: Criado pela Constituição Federal e regulamentado por lei complementar, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica é o principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil. Além de custear a manutenção das escolas, o Fundeb prevê repasses para a valorização dos profissionais da educação, incluindo o rateio anual que beneficia servidores administrativos e docentes.

Prefeitura amplia tanques de piscicultura e fortalece produção indígena em Uiramutã

A Prefeitura de Uiramutã concluiu a ampliação de quatro tanques de criação de peixes em comunidade indígena do município, impulsionando a piscicultura como instrumento de desenvolvimento sustentável, geração de renda e segurança alimentar. A ação contemplou a expansão estrutural dos viveiros, aumentando a capacidade de cultivo e proporcionando melhores condições para o manejo e crescimento dos peixes. Com a melhoria da infraestrutura, as famílias produtoras passam a contar com maior eficiência nos ciclos de produção, além de ampliar o potencial de comercialização do excedente. A piscicultura tem se consolidado como uma alternativa estratégica para as comunidades indígenas da região, unindo tradição, cuidado ambiental e autonomia econômica. A ampliação dos tanques representa não apenas um investimento físico, mas também um fortalecimento da produção local, garantindo proteína de qualidade para o consumo das famílias e contribuindo para a redução da dependência de alimentos vindos de outras localidades. Segundo a gestão municipal, a iniciativa faz parte de um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural e à valorização das comunidades tradicionais. O objetivo é estimular atividades produtivas sustentáveis, respeitando as características culturais e ambientais do território. Com as quatro ampliações concluídas, Uiramutã dá mais um passo no fortalecimento da economia local e na promoção de qualidade de vida para sua população indígena, mostrando que investir na produção é também investir no futuro.

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