TV GRATUITA

“Brasil Antenado” chega ao Uiramutã e expande acesso à televisão digital no extremo Norte Programa amplia o alcance da TV aberta em áreas com sinal limitado e reforça políticas de inclusão social O município de Uiramutã, no extremo Norte de Roraima, passa a integrar oficialmente o programa Brasil Antenado, iniciativa que moderniza o sistema de transmissão televisiva e garante acesso gratuito ao sinal digital. Somente em Roraima, cerca de 9 mil famílias dos municípios de Alto Alegre, Amajari e Uiramutã serão contempladas nesta etapa. A distribuição e instalação das novas parabólicas digitais ocorrerão sem custo para o beneficiário, desde que a família esteja inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e resida nas localidades contempladas. Modernização do sinal O Brasil Antenado é desenvolvido pelo Ministério das Comunicações (MCom) e pela Anatel, com execução técnica da Entidade Administradora da Faixa (EAF). A atual fase de implantação, chamada Fase B, contempla mais de 229 mil famílias nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins e Roraima. A iniciativa tem como foco substituir antenas parabólicas tradicionais por equipamentos compatíveis com a transmissão 100% digital, garantindo: Inclusão e direito à informação Para o CEO da EAF, Leandro Guerra, o programa representa mais que um avanço tecnológico — trata-se de uma medida social. “O objetivo do Brasil Antenado é garantir que todas as famílias brasileiras tenham acesso à informação de qualidade, entendida como um direito fundamental. A iniciativa reduz desigualdades e aproxima milhões de cidadãos de conteúdos educativos, culturais e jornalísticos”, destaca. Como solicitar As famílias inscritas no CadÚnico podem realizar o agendamento de instalação pelos canais oficiais: Todo o processo é gratuito, incluindo equipamento, instalação e assistência técnica. A nova antena pode ser conectada a televisores de qualquer modelo, inclusive aparelhos antigos. Expansão nacional Ao término das três fases previstas, o programa atenderá 323 municípios em 16 estados, chegando a mais de 680 mil famílias aptas a receber gratuitamente a nova parabólica digital. A chegada a Uiramutã, região mais setentrional do País, reforça o compromisso do governo federal em ampliar o acesso à comunicação, sobretudo em localidades fronteiriças e historicamente afastadas da infraestrutura tecnológica.
Indígenas discutem políticas públicas em assembleia

O prefeito do Uiramutã, Tuxaua Benísio (Rede), falou durante a assembleia da importância das parcerias para conseguir recursos para o município Centenas de tuxauas e lideranças se reúnem na comunidade Pedra Preta e discutem melhorias para os povos originários da região das Serras O prefeito do Uiramutã, Tuxaua Benísio (Rede) participou na manhã do sábado (29), da 45ª Assembleia Regional das Lideranças Indígenas da Região das Serras, na comunidade Pedra Preta, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Como pauta principal estão discussões sobre a proteção das terras tradicionais, gestão dos recursos naturais, políticas públicas, partidárias e a agenda do movimento indígena para o ano de 2026. Com o tema este ano “União, território, direitos e sustentabilidade”, a assembleia contou com a participação de mais de 600 indígenas macuxi e patamona, entre tuxauas, coordenadores regionais, lideranças e professores indígenas. A reunião, que começou na terça-feira passada (25) e termina neste domingo (30), acontece no malocão da comunidade indígena Pedra Preta, localizada em uma região de difícil acesso no Uiramutã. Na manhã de ontem, o primeiro a discursar foi o líder do povo Patamona, Zelandes Alberto Oliveira, da Divisão Escolar Indígena da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (SEED). Ele falou da importância da política partidária para os povos indígenas. “É preciso que nosso povo tenha representação política. Isso é importante para atender nossas demandas”, observou. O prefeito do Uiramutã, Tuxaua Benísio, fez em seguida um breve histórico de seu primeiro mandato. Depois ele falou da importância das parcerias políticas feitas pela prefeitura com deputados, senadores e os governos para conseguir recursos por meio de emendas. “Nosso município não tem arrecadação. Então, é preciso correr atrás de dinheiro em Brasília, pois só assim, por meio de emendas parlamentares, conseguimos construir mais escolas, postos de saúde e estradas no nosso município. Eu sou político e meu trabalho é desenvolver Uiramutã. Contudo, que fique bem claro: faço parcerias com governo, deputados e senadores, mas não negocio o voto do meu povo. Jamais”, esclareceu. O prefeito também foi enfático ao afirmar que, independente de esquerda ou direita, vai continuar buscando parcerias para desenvolver o município para todos – indígenas, não-indígenas, pretos, brancos, empresários e às quatro organizações indígenas que atuam no Uiramutã. Após uma breve prestação de contas, Benísio finalizou seu discurso anunciando a construção de novas escolas, instalação e ampliação da rede elétrica na sede e nas comunidades e a abertura de uma estrada para a comunidade indígena Bananal. “Também vamos melhorar a estrada das comunidades Estêvão e Mudubim. Mas para que tudo isso aconteça, precisamos conseguir dinheiro por meio de parcerias”, ressaltou. O secretário de Saúde do Uiramutã, Querginaldo Tomaz de Araújo Filho, seguiu o mesmo discurso do prefeito, afirmando que corre atrás de recursos para o município, enquanto sua adjunta, Julineide Sampaio, e coordenadores ficam responsáveis por fazer a pasta funcionar de forma eficiente. Damázio anuncia novos investimentos O secretário de Educação do Uiramutã, Damázio de Souza Gomes, também prestou contas durante a assembleia. Ele explicou a importância das escolas com decreto. Segundo ele, a oficialização da unidade de ensino facilita o trabalho. Depois, falou do escasso recurso financeiro da Educação para manter a merenda e transporte escolar, principalmente. “O dinheiro é insuficiente, por isso a prefeitura entra com mais da metade dessa despesa”, explicou. Damázio finalizou seu discurso, adiantando mais investimentos no setor. “A previsão para o próximo ano é construir e reformar escolas nas comunidades indígenas, Estêvão, Waromada, Nova Vida, São Gabriel, Mutum, Monte Moriá I, Socó e Tamanduá. Mas para isso temos que fazer parcerias para conseguir dinheiro. Confiamos no trabalho do prefeito e vamos continuar oferecendo a melhor educação possível para nossas crianças”, frisou. CIR – O coordenador-geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Amarildo Macuxi, reconheceu o bom trabalho que vem sendo feito pelos gestores municipais nas áreas de Educação e Saúde. Ele também falou da importância dos centros regionais para a formação de lideranças indígenas. OPIR – A coordenadora da Organização de Professores Indígenas de Roraima (OPIR), Marileia Teixeira, também discursou durante a assembleia. Ela lembrou que a entidade atua em 14 regiões de diferentes povos indígenas de Roraima. “Nossa organização continua lutando por melhorias. Cobramos, por exemplo, mais vagas em concurso público e a implantação de um plano de carreira específico para o professor indígena. Também reivindicamos a formação de professores indígenas e exigimos as cartas da OPIR e do tuxaua (comunidade) durante processos seletivos”, pontuou. Discussão partidária Após a prestação de contas, a assembleia foi aberta aos participantes. A discussão girou em torno dos trabalhos da gestão municipal, mas logo depois entrou na questão política. Os indígenas apresentaram nomes para as eleições de 2026. Após uma pausa para o almoço, as autoridades retornaram ao malocão e responderam às perguntas. O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Roraima, Benedito Albuquerque, também participou da assembleia. O tuxaua Djacir Melquior da Silva, coordenador-geral da região das Serras, informou que a assembleia tem como objetivo discutir propostas de melhorias para os povos indígenas e fazer reavaliações de um novo plano para o ano seguinte. Atualmente, 433 indígenas moram na Pedra Preta; desses, 84 são pais de família. A comunidade fica a 52 quilômetros da sede do Uiramutã, em uma região de difícil acesso, cercada por serras e rios.
Sancionada isenção do IR para quem ganha até 5 salários mínimos

Sancionada a isenção do IR para quem ganha até 5 salários mínimos NOVA LEI Medida deve beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (26), a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas. Uma das principais bandeiras de campanha de Lula em 2022, a medida começa a valer a partir de janeiro do ano que vem e deve beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros. Em discurso sobre justiça social e combate à desigualdade, Lula destacou que não existe “sociedade igualitária”, mas que é preciso governar para aqueles que precisam do Estado. Ele reafirmou que o crescimento econômico do país tem por base o consumo da população. “A economia não cresce por conta do tamanho da conta bancária de ninguém, a economia cresce por conta do consumo que a sociedade pode ter a partir dos alimentos”, disse. “E o rico não fica mais pobre. Se o pobre consome mais, o rico vai ficar mais rico. O rico vai vender mais carne, mais roupa, vai vender mais carro. É isso que as pessoas precisam compreender para se fazer economia”, acrescentou o presidente. Lula repetiu uma frase recorrente em seus discursos, – a de que “muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, mas pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza”. A nova lei, aprovada por unanimidade pelo Congresso, estabelece ainda descontos no imposto para pessoas que ganham entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até dois salários mínimos. Dos novos beneficiados, 10 milhões deixarão de pagar o tributo e 5 milhões terão redução no valor devido. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil lei afirmam que a lei tem potencial redistributivo, ela aumentará o consumo das famílias, poderá diminuir o endividamento e impactará positivamente no crescimento da economia. Na prática, a nova isenção terá impacto na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2027, ano-base 2026. Tabela do IR Não houve, entretanto, uma correção da tabela do IR, apenas a aplicação da isenção e descontos para essas novas faixas de renda. Uma eventual correção de toda a tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano, segundo cálculos do governo. Então, mesmo com a nova lei, quem ganha mais de R$ 7.350 continuará pagando 27,5% de Imposto de Renda. Atualmente, a tabela do Imposto de Renda acumula defasagem média de 154,67% de 1996 a 2024, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A última correção parcial em todas as faixas de renda ocorreu em 2015. Desde 2023, o governo tem garantido a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso só beneficia a faixa inferior da tabela. No total, a tabela tem cinco alíquotas: de zero, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. Mais ricos Para compensar a perda de arrecadação, o texto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês), cerca de 140 mil contribuintes. Para quem já paga 10% ou mais, não muda nada. Hoje, contribuintes pessoas físicas de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Enquanto isso, trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos. Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual. A nova lei também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%. Fonte: Agência Brasil.
TRE-RR realiza ação itinerante para ampliar acesso a serviços eleitorais no Uiramutã

O município de Uiramutã receberá, nos próximos dias, uma força-tarefa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais. A iniciativa foi apresentada durante visita da equipe do TRE-RR ao gabinete municipal. A ação itinerante oferecerá atendimento para cadastramento biométrico, emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral e regularização da situação cadastral. Para ser atendido, é necessário apresentar um documento oficial com foto. Confira o cronograma completo: 30/11 (domingo) 01/12 (segunda-feira) 02/12 (terça-feira) 03/12 (quarta-feira) 04/12 (quinta-feira) 05/12 (sexta-feira) A iniciativa busca garantir maior acesso à cidadania e reforçar a participação democrática no município. A prefeitura destacou a parceria com o TRE-RR e ressaltou a importância da ação para aproximar os serviços eleitorais das comunidades.
PRODUÇÃO LITERÁRIA

Professores do Uiramutã participam do 5° ciclo do projeto OMUNGA Oficinas acontecem até a próxima quarta-feira na comunidade indígena Uiramutã; o tema agora é Registros Culturais do Meio Ambiente Começou nesta segunda-feira (24), o 5° ciclo do projeto OMUNGA no Monte Roraima, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (Semecd), da Prefeitura do Uiramutã. As oficinas vão até a próxima quarta-feira, na comunidade indígena Uiramutã, ao lado da sede do município. A OMUNGA é um empreendimento social que desenvolve projetos educacionais e culturais em todo País. A proposta no Uiramutã visa a produção de livros escritos pelos próprios povos originários, além da criação de bibliotecas em comunidades de difícil acesso. Ao todo serão seis ciclos que ocorrerão no município mais indígena do Brasil em um período de dois anos. O primeiro ciclo aconteceu em abril de 2024. Neste quinto, mais de cem professores do Estado e do município, a maioria indígena, abordam o tema Registros Culturais do Meio Ambiente. Antes da formação da mesa de autoridades, a equipe da OMUNGA, secretários municipais, tuxauas e convidados foram recepcionados por crianças e adolescentes indígenas, que dançaram e cantaram músicas tradicionais no malocão da comunidade. Após a execução dos hinos Nacional, de Roraima e do Uiramutã, em língua macuxi, o coordenador-geral da região das Serras, tuxaua Djacir Melquior da Silva, agradeceu aos alunos pela recepção calorosa. Depois, Orlando Pereira, tuxaua da comunidade indígena Uiramutã, desejou um bom trabalho a todos. Representando a prefeitura do Uiramutã, o secretário municipal de Articulação Política, José Novaes, também agradeceu a equipe da OMUNGA, aos tuxauas presentes, comunidade e professores, desejando sucesso aos participantes. O gestor da escola estadual indígena Júlio Pereira, Márcio Pereira, representou a Organização de Professores Indígenas de Roraima (OPIR). O secretário de Educação do Uiramutã, Damázio de Souza Gomes, cumprimentou a todos, lembrando que “abraçou” a OMUNGA em 2023. “É um compromisso do prefeito manter este projeto tão importante para nossos professores e alunos, pois os livros que estão sendo produzidos pelos próprios indígenas serão publicados em três línguas maternas: macuxi, patamona e ingaricó”, pontuou. Damázio afirmou que a prefeitura mantém o compromisso com o projeto, por isso pediu empenho dos professores. O adjunto da Educação, professor Joeverson Sales, também falou da importância da parceria, que chega à reta final. Empreendedor Social e Fundador da OMUNGA, Roberto Pascoal, contou parte da história do projeto no Uiramutã e finalizou dizendo que “vocês são os guardiões de todo esse conhecimento ancestral, por isso me sinto honrado em contribuir com a construção de memórias”. Doação de livros Após o 6º e último ciclo do projeto, ainda sem data confirmada, serão apresentados dois livros produzidos pelos professores indígenas, um livro fotográfico e um documentário. Ao final das apresentações, a equipe da OMUNGA entregou três mil livros didáticos que foram doados por todas as regiões do Brasil. O material foi destinado a 57 escolas municipais e estaduais do Uiramutã. O tuxaua Djacir Melquior declarou oficialmente aberto o 6º ciclo. Os professores em seguida formaram pequenos grupos e realizaram dinâmicas com uso de ferramentas didáticas. Eles também fizeram leitura de livros e exercícios de escrita e desenho.
Funai lança selos para certificar turismo indígena

Funai lança selos para certificar turismo indígena e fortalecer iniciativas comunitárias REGULAMENTAÇÃO Certificações reforçam o compromisso com a gestão territorial, preservação ambiental e segurança nas comunidades A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) anunciou um novo marco para o fortalecimento do turismo realizado por povos originários em seus territórios. Foi publicada, nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial da União, a criação dos Selos Turismo, Ecoturismo e Etnoturismo Indígena, certificações que reconhecem iniciativas seguras, sustentáveis e alinhadas às práticas culturais das comunidades indígenas. A medida, assinada pela presidenta da Funai, Joenia Wapichana, regulamenta e valida projetos que estejam de acordo com a Instrução Normativa nº 3/2015, norma que define critérios para visitação turística em terras indígenas. O objetivo é ampliar a visibilidade, a confiança e a autonomia das comunidades que vêm desenvolvendo atividades de turismo de base comunitária em diferentes regiões do país. Três selos para diferentes experiências As certificações reforçam o compromisso com a gestão territorial, a preservação ambiental e a segurança tanto das comunidades, quanto dos visitantes. Cada selo corresponde a um tipo específico de atividade: Selo Turismo Indígena de Base Comunitária — para iniciativas gerais de turismo em territórios indígenas; Selo Ecoturismo Indígena de Base Comunitária — voltado a práticas ligadas à conservação ambiental; Selo Etnoturismo Indígena de Base Comunitária — destinado a experiências que valorizam tradições, culturas, modos de vida e saberes ancestrais. A Funai será responsável por autorizar o uso dos selos. Projetos irregulares ou com autorização vencida ficarão impedidos de utilizar a certificação, e o uso indevido poderá resultar em sanções legais. Valorização cultural e fortalecimento das comunidades O turismo em terras indígenas promove não apenas o encontro entre visitantes e a diversidade cultural dos povos originários, mas também estimula a preservação ambiental e o respeito aos modos de vida tradicionais. Além disso, representa uma importante fonte de renda e autonomia para as comunidades — uma realidade que se conecta ao fortalecimento de iniciativas de base comunitária em outros contextos sociais, como periferias e favelas, onde soluções locais desempenham papel fundamental na redução de desigualdades. Ao certificar o turismo indígena, a Funai amplia as possibilidades para que mais pessoas — inclusive moradores das periferias urbanas, que historicamente enfrentam barreiras de acesso ao turismo — possam viver experiências profundas, educativas e alinhadas à sociobiodiversidade brasileira.
Inscrições para seletivo indígena vão até sexta

Inscrições para seletivo indígena com salários de até R$ 4,5 mil seguem abertas até dia 28 EDUCAÇÃO DO ESTADO Professores licenciados receberão salário de R$ 4.577, com carga de 30 horas Seguem abertas até o próximo dia 28, as inscrições para o processo seletivo da Secretaria de Educação e Desporto de Roraima (Seed) destinado à contratação de profissionais indígenas para atuar nas escolas da rede estadual em 2026. São ofertadas 994 vagas distribuídas entre professores de diferentes modalidades, auxiliares e cuidadores, além da formação de cadastro reserva. As vagas são para professores dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, ensino médio, EJA, docentes de língua indígena e professores bilíngues, além de professores auxiliares e cuidadores de alunos. A lotação será feita conforme a demanda das escolas indígenas em todas as regiões do estado. O salário varia conforme a formação e a carga horária semanal do profissional. Entre os valores, estão previstos no edital: Professores licenciados – até R$ 4.577,36 (30 horas); Licenciatura em formação (5º semestre) – R$ 3.635,81; Professores com nível médio – Magistério – R$ 3.635,81; Professor auxiliar – até R$ 3.792,94; Cuidador de alunos (Apoio Escolar) – R$ 1.800,00 (30 horas). A carga horária varia entre 16h, 25h e 30h, dependendo da função e da necessidade da escola. Inscrições online e presenciais As inscrições podem ser feitas de duas formas. Pela internet, o candidato deve acessar o endereço educacao.rr.gov.br/seletivo-indigena e enviar toda a documentação exigida, em arquivo único, até 23h59 do dia 28 de novembro. Também é possível se inscrever presencialmente, das 8h às 17h, no Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI), localizado no prédio administrativo Princesa Isabel, no Centro de Boa Vista. Para algumas funções, como professor bilíngue e professor de língua indígena, a inscrição presencial é obrigatória, pois inclui avaliação oral e escrita na língua da comunidade, e etapas eliminatórias previstas no edital. Quem pode participar O processo é exclusivo para candidatos indígenas. Entre os requisitos básicos estão: ter mínimo de 18 anos; apresentar documento de identificação indígena (RANI, certidão indígena ou declaração da comunidade); apresentar Carta de Apoio da comunidade e da OPIRR, ambas atualizadas para 2025; comprovar escolaridade compatível com o cargo pretendido. Cada candidato só pode concorrer a uma vaga, sendo vedadas inscrições duplicadas. A contratação será temporária, com vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026. Cronograma Após o fim das inscrições, a Seed prevê divulgar a lista de inscritos no dia 2 de dezembro. O resultado preliminar da avaliação de títulos sairá no dia 9 seguinte e a classificação final está prevista para sair no dia 17 de dezembro.
O município iniciou a construção coletiva do Plano de Ação que orientará políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes.

A primeira edição do Fórum Comunitário do Selo Unicef ocorreu nesta sexta-feira (21), no município de Uiramutã. O encontro marca o início do planejamento das políticas públicas de proteção à infância e adolescência. Reunindo autoridades, lideranças indígenas, representantes da sociedade civil e instituições que atuam com o público infantojuvenil, o evento abordou discussões voltadas para a garantia de direitos para crianças e adolescentes. A articuladora do Selo UNICEF em Roraima, Ismitiely Sousa, e o vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCAR/RR), André Paz, participaram do encontro, onde foi apresentado o Plano de Ação que será executado entre 2025 e 2028 pelas secretarias municipais e pelo Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA). Selo UNICEF É uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância que reconhece e incentiva municípios do Semiárido e da Amazônia Legal a aprimorarem suas políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes. A certificação considera a evolução dos indicadores sociais e os avanços das gestões municipais em áreas como saúde, educação e proteção. O objetivo central é reduzir desigualdades e promover o desenvolvimento integral da população infantojuvenil, garantindo acesso a serviços essenciais com mais qualidade. O vice-prefeito Jeremias Lima (Rede) explicou que a administração tem buscado alcançar regiões sem cobertura do poder público. Ele citou como exemplo, o trabalho do programa Busca Ativa Escolar. “Chegamos até a região do povo Ingaricó, que não era cadastrada no Censo e não estava no sistema educacional. Hoje está inserida. A prefeitura continua investindo em educação e saúde”, disse. Etapa obrigatória para certificação Organizado pela Comissão Intersetorial do Selo Unicef e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Fórum é uma exigência para que o município seja certificado pelo Unicef no atual ciclo. A iniciativa prevê que gestores, sociedade civil e adolescentes participem ativamente da elaboração das metas e ações. Além de lideranças indígenas e servidores municipais, o evento contou com a presença de conselheiros tutelares, representantes dos conselhos municipais, crianças do Serviço de Convivência, militares do 6º Pelotão Especial de Fronteira do Exército e equipes da Polícia Militar.
Prefeitura entrega reforma da Assistência Social e amplia ações de apoio às famílias

A manhã desta sexta-feira foi marcada por uma série de avanços para a política de proteção social no município. O prefeito Benísio Roberto entregou oficialmente a reforma do prédio da Assistência Social, que agora passa a contar com estrutura modernizada e mais confortável para receber a população. A melhoria no espaço tem como objetivo oferecer condições adequadas para os atendimentos e fortalecer o serviço prestado às famílias em situação de vulnerabilidade. Durante o evento, o secretário Omerio Cavalcante apresentou o Selo Bronze do Programa Criança Feliz, importante reconhecimento concedido ao município pelo desempenho da equipe nas ações desenvolvidas junto às comunidades indígenas. De acordo com o secretário, o selo reafirma o compromisso dos profissionais com o cuidado integral das crianças e o acompanhamento das famílias atendidas pelo programa. A cerimônia também incluiu a entrega dos benefícios do Projeto Mais Leite, que passa a contemplar 90 famílias, cada uma recebendo mensalmente duas latas de leite integral. A iniciativa reforça a política de segurança alimentar e busca garantir melhor suporte nutricional para crianças e pessoas em situação de risco. Com a reforma do prédio, a conquista do selo e a ampliação dos benefícios do Mais Leite, a gestão municipal celebra avanços importantes na rede de proteção social, destacando o compromisso com o cuidado e o atendimento às famílias que mais precisam.
“Agora é minha vez”

Ministro do TSE, Nunes Marques, pediu vista e “bamburrou” BAMBURROU TSE está quebrando os cofres públicos de Roraima e ainda faltam mais quatro velhos de toga encherem o bolso com pedidos de vista; arre, égua! Até quando? Por Amilcar Júnior, novembro 11, 2025, 9:43 pm No primeiro dia de Expoferr, Antonio Denarium não deu as caras. Ele só voltou dias depois de Brasília todo felizão para assistir ao show do Pablo no último dia da feira. “Chora não, bebê!”, cantava o Dena, todo empolgado, rindo muito da cara da Tequinha e do Jucá. Um dia antes do julgamento de cassação, Denarium novamente aparece em sua rede social, com sorriso escancarado no rosto, arrumando as malas para a COP 30. E lá está vossa excelência na Capital paraense sem medo algum dos velhos de toga de Brasília. Então, já era esperado. Após a viagem de Denarium a Brasília, eis que surge mais um pedido de vista, obrigando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspender pela terceira vez, nesta terça-feira, dia 11, o julgamento do processo de cassação do governador de Roraima e do vice Edilson Damião (Republicanos), acusados de promoverem em 2022 a maior “feira livre” de compra de votos já vista na história de Roraima. Agora foi a vez do ministro Nunes Marques “bamburrar” com o pedido de vista. E o que é pior: após análise por 30 dias, a ação poderá voltar à pauta, dando assim oportunidade para outro ministro também encher o bolso com um provável quarto pedido de vista. Podem anotar. Ao que parece, mesmo cassado quatro vezes pelo TRE de Roraima, que continua com cara de pomboca, Denarium vai terminar o mandato no trono e se “bobear” ainda ocupará uma das vagas de senador no ano que vem. Mas o preço é caro para tal sanha política, já que os velhos de toga de Brasília continuarão “mamando nas tetas” do erário roraimense. Vejam vocês. Até o momento, depois de muita “lenga-lenga” (R$) apenas dois ministros votaram pela cassação da chapa do Dena: Isabel Gallotti (relatora) e André Mendonça, o sócio do governador. Depois, ainda terão a oportunidade de pedir vista e também encher o bolso, os ministros: Antonio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto, Estela Aranha e a “proba” Cármen Lúcia, presidente do TSE. Pelo visto, a Tequinha e o clã Jucá continuarão a ver navios porque os velhos de toga de Brasília ainda vão consumir muita “paçoca” de Roraima que, definitivamente, é uma terra muito fértil para o cultivo da corrupção. Por Amilcar Júnior