Uiramutã leva a força dos povos originários ao centro do debate nacional no Transformar Juntos 2025

Brasília (DF) – Em um cenário onde inovação, sustentabilidade e desenvolvimento territorial caminham lado a lado, Uiramutã — o município mais indígena do Brasil — reafirma sua presença e protagonismo no Transformar Juntos 2025, promovido pelo Sebrae. Ao lado de representantes dos 15 municípios de Roraima, a comitiva leva à capital federal o olhar único de um território que resiste, constrói e transforma a partir de suas raízes ancestrais. Representando centenas de famílias indígenas e dezenas de comunidades, a delegação de Uiramutã se une ao evento com o compromisso de fortalecer políticas públicas que respeitem a diversidade cultural e valorizem as potencialidades locais. A presença da comitiva simboliza mais do que uma participação: é uma manifestação viva do engajamento de um povo na construção de caminhos sustentáveis para o futuro. “Carregamos conosco não apenas o nome do município, mas o espírito coletivo das nossas comunidades, dos tuxauas, das lideranças jovens e das mulheres indígenas. Estamos aqui para dialogar com o Brasil, mostrando que o desenvolvimento verdadeiro só é possível quando caminha junto com o respeito à identidade e à natureza de cada território”, afirmou Tuxaua Benísio, uma das vozes atuantes no encontro. Durante o Transformar Juntos, são discutidas soluções inovadoras para a gestão pública, com foco no fortalecimento de territórios diversos. Uiramutã se insere nesse debate como referência em práticas de convivência sustentável com a floresta, no fortalecimento da agricultura familiar, na valorização das línguas e saberes tradicionais, e na defesa da autonomia dos povos indígenas. A participação no evento simboliza também um marco na articulação entre o poder público municipal e as instituições nacionais, reforçando a urgência de políticas que integrem inclusão produtiva, inovação social e proteção ambiental. Uiramutã reafirma seu compromisso com uma governança sensível às realidades locais e conectada com as transformações que o mundo exige. Mais do que um gesto simbólico, a presença de Uiramutã em Brasília é um ato político e cultural de resistência, esperança e construção. Um lembrete de que nenhuma transformação será verdadeiramente justa se não incluir os povos da floresta, da montanha e do cerrado. Uiramutã está presente. E está pronto para transformar. Juntos. 🌿💚#TransformarJuntos2025 #UiramutãPresente #DesenvolvimentoSustentável #InovaçãoNosTerritórios #TuxauaBenísio #Sebrae #ForçaIndígena #BrasilQueTransforma

Uiramutã soma vozes na capital em defesa da infância: município participa de encontro que celebra 35 anos do ECA

Comitiva do extremo norte de Roraima marca presença em evento promovido pelo TJ-RR que debate avanços, desafios e futuro das políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente Nos dias 23, 24 e 25 de julho, o coração da capital roraimense bateu mais forte pela infância. No Fórum Cível Advogado Sobral Pinto, em Boa Vista, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) reuniu magistrados, especialistas, instituições e representantes de diversos municípios no encontro “Estatuto da Criança e do Adolescente: 35 anos de Proteção e Garantia de Direitos” — e Uiramutã, o município mais ao norte do Brasil, fez questão de estar presente. Com uma delegação comprometida e engajada, o município participou ativamente das discussões, trocas e reflexões propostas durante os três dias de programação, reafirmando que a defesa dos direitos das crianças e adolescentes não tem fronteiras, e sim alianças. “Estar aqui é somar vozes, é aprender e também mostrar o que temos construído, mesmo com os desafios geográficos e sociais. A infância indígena, ribeirinha, interiorana também precisa ser vista, ouvida e protegida com políticas públicas firmes e sensíveis à diversidade”, afirmou um dos representantes do município. 35 anos de ECA: mais que uma data, um chamado à responsabilidade O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sancionado em 1990, é um marco legal que transformou a forma como o Brasil encara a infância e a juventude. Mais do que garantir proteção, o ECA consagrou a criança como sujeito de direitos — e não apenas como alguém a ser cuidado. O encontro em Boa Vista veio para reacender esse compromisso, justamente em um momento em que o país enfrenta novos desafios, como o aumento da vulnerabilidade social, as violências digitais e as desigualdades estruturais. Durante o evento, os participantes acompanharam palestras, painéis e mesas de debate com especialistas em direitos da infância, representantes de conselhos tutelares, lideranças comunitárias e membros do sistema de justiça. As pautas passaram por violência infantil, abandono escolar, saúde mental, segurança alimentar, cultura, participação juvenil e inclusão social. A presença de Uiramutã foi simbólica e estratégica. O município, que possui ampla população indígena e um território de rica diversidade cultural, trouxe à roda discussões importantes sobre proteção intercultural, acesso à educação diferenciada, desafios logísticos do interior e políticas integradas para áreas de difícil acesso. Uiramutã na linha de frente pela infância Apesar das distâncias e limitações estruturais, Uiramutã vem fortalecendo suas políticas públicas voltadas à infância com ações como: A participação no encontro promovido pelo TJ-RR não foi apenas protocolar: foi um gesto político e pedagógico, uma forma de mostrar que cada território tem voz e que a proteção da infância precisa considerar os diferentes contextos sociais e culturais do estado. **Porque garantir direitos é mais que papel assinado: É presença, é escuta, é construção coletiva.E Uiramutã segue firme nessa jornada —com os pés no chão da floresta e os olhos no futuro das suas crianças.**

Uiramutã abre caminhos para o futuro com escuta pública sobre currículo intercultural da Educação Infantil

Município mais indígena do Brasil realiza escuta histórica que valoriza saberes ancestrais e projeta novo modelo educacional para a primeira infância, com base na cultura, na língua e na realidade dos povos originários. No extremo norte de Roraima, onde o céu toca as montanhas da Serra do Sol e a floresta conversa com as tradições ancestrais, Uiramutã reafirma seu papel de protagonista na construção de um Brasil mais plural e justo. No mês de julho, o município realizou uma escuta pública inédita voltada à consolidação do primeiro currículo intercultural indígena para a Educação Infantil, que está sendo desenvolvido como política pública local desde 2021. O encontro aconteceu na Escola Municipal Antônio Rodrigues e reuniu lideranças indígenas, pais, professores, gestores públicos e membros da sociedade civil para discutir o documento que deverá nortear, de forma oficial, o ensino na primeira infância em um território onde mais de 96% da população se declara indígena. A proposta pedagógica, construída ao longo de três anos, representa um marco na história da educação brasileira: pela primeira vez, um município desenvolve um currículo infantil inteiramente baseado em saberes tradicionais, línguas indígenas e cosmovisões originárias, com a participação ativa das próprias comunidades. Educar com raízes: onde a infância encontra a ancestralidade Mais do que incluir conteúdos indígenas nos planos de aula, o currículo de Uiramutã propõe um modelo educacional que nasce da terra, das famílias e das narrativas que atravessam gerações. Em vez de adaptar uma estrutura pronta, construída a partir de lógicas ocidentais, o município optou por um processo inverso: ouvir, dialogar, aprender com os anciãos, escutar as mães, registrar as brincadeiras, os cantos, os ciclos da natureza — e, a partir disso, desenhar uma proposta curricular autêntica, viva e enraizada. “Estamos falando de uma educação que começa com a identidade. Antes de aprender o alfabeto, a criança precisa saber quem ela é, de onde vem, qual é a sua língua, a sua história, o seu povo. Só assim a aprendizagem faz sentido”, destacou Damázio de Souza Gomes, secretário municipal de Educação. Durante o encontro, representantes das comunidades indígenas Macuxi, Patamona e Ingarikó apresentaram sugestões, apontamentos e reforçaram a importância de uma educação que respeite os ciclos da natureza, os saberes tradicionais, os tempos próprios da infância indígena e o direito à diferença. Da aldeia à política pública: um processo coletivo A escuta pública foi o desfecho de um longo processo de diálogo iniciado em 2021, que envolveu visitas técnicas a escolas indígenas, reuniões nas comunidades, levantamento das práticas pedagógicas já existentes e uma escuta minuciosa com educadores indígenas e não indígenas. As localidades de Serra do Sol, Pedra Branca, Ticoça, Água Fria e outras aldeias da região participaram ativamente das discussões. “A construção do currículo foi feita passo a passo, ouvindo cada realidade. Temos escolas onde se fala majoritariamente a língua Macuxi, outras com forte presença da cultura Patamona. Em algumas, convivem alunos indígenas e estrangeiros. Nosso desafio foi pensar um documento que respeite todas essas identidades e promova um diálogo entre elas”, explicou Lindinaia Pereira Melquior, coordenadora da Divisão de Ensino da Secretaria Municipal de Educação. Com o encerramento da fase de escuta pública, as contribuições coletadas serão analisadas por uma equipe técnica, incorporadas ao texto-base e submetidas ao Conselho Municipal de Educação. A versão final seguirá para votação na Câmara de Vereadores. Se aprovado, o currículo se tornará lei municipal, com implementação prevista para o ano letivo de 2026. Um legado para o Brasil Embora Uiramutã seja um dos menores municípios de Roraima em termos populacionais, sua iniciativa educacional projeta um impacto que vai além de seus limites geográficos. Ao propor um currículo centrado nas identidades indígenas desde a Educação Infantil, o município não apenas inova — ele reivindica o direito de ensinar com seus próprios olhos, suas próprias línguas, suas próprias memórias. A proposta dialoga diretamente com os princípios da Educação Intercultural, reconhecida na Constituição e nos marcos legais da educação brasileira, mas ainda raramente implementada de forma concreta na Educação Infantil. Essa ação também abre precedentes para que outros municípios de maioria indígena, quilombola ou ribeirinha desenvolvam suas próprias matrizes curriculares, adaptadas às realidades locais, respeitando o princípio da gestão democrática e da autonomia territorial. Educação que nasce da floresta e sonha com o amanhã Enquanto os olhos do Brasil olham para grandes centros urbanos em busca de inovação, Uiramutã ensina uma lição essencial: o futuro da educação brasileira pode — e deve — ser construído a partir das raízes. Com um currículo que brota da terra, se alimenta da memória coletiva e floresce na infância, o município planta hoje uma semente de transformação que poderá frutificar por gerações. A escuta pública realizada é mais do que um rito administrativo. É o som do Brasil profundo dizendo que quer, pode e sabe construir seu próprio caminho. E que esse caminho começa pelos pés pequenos das crianças que aprendem não apenas a ler o mundo — mas a habitá-lo com respeito, consciência e pertencimento.

Uiramutã marca presença no “Transformar Juntos 2025” e reforça protagonismo indígena na construção de um Brasil mais sustentável

Município mais indígena do país participa de encontro nacional do Sebrae ao lado de representantes de todos os municípios de Roraima. Evento em Brasília reúne lideranças públicas, sociedade civil e empreendedores para debater inovação, desenvolvimento territorial e sustentabilidade. Brasília (DF) – Entre os dias 23 e 25 de julho, a capital federal se transformou em um grande palco de cooperação, inovação e futuro. O hotel Royal Tulip, em Brasília, foi sede do “Transformar Juntos 2025”, evento nacional promovido pelo Sebrae, que reuniu gestores públicos, representantes de entidades civis e empreendedores de todo o país. E entre as vozes que ecoaram nos corredores do encontro, uma se destacou com potência e ancestralidade: a de Uiramutã, município mais indígena do Brasil, situado no extremo norte de Roraima. Com o apoio do Sebrae/RR, que articulou uma caravana estadual composta por representantes dos 15 municípios de Roraima, a comitiva de Uiramutã levou ao evento mais do que propostas e experiências administrativas. Levou também a sabedoria dos povos originários, a força da identidade cultural roraimense e a convicção de que o desenvolvimento sustentável só é possível com participação plural e respeito aos territórios. O evento, que se consolida como um dos principais espaços de articulação entre o setor público e a sociedade civil, teve como foco este ano os eixos de desenvolvimento territorial, sustentabilidade e inovação. A programação incluiu painéis temáticos, oficinas, mesas de debate e atividades de conexão entre gestores, empreendedores e lideranças locais. Uma das inovações desta edição foi o espaço destinado à comercialização de produtos regionais, permitindo que artesãos, produtores e microempreendedores mostrassem a riqueza de suas culturas e a força do empreendedorismo local. Representantes de Uiramutã apresentaram produtos que carregam a identidade e o valor das comunidades indígenas da região, como artesanatos, peças em sementes nativas e artigos sustentáveis que encantaram os visitantes. Para os integrantes da comitiva de Uiramutã, a participação no “Transformar Juntos” representou mais do que visibilidade: foi um exercício de protagonismo. “Estar aqui é mostrar que Uiramutã não é apenas parte da Amazônia, mas parte ativa na construção de soluções para o futuro do Brasil. Trazemos nossas experiências, mas também aprendemos com as de outros municípios. É uma via de mão dupla”, destacou um dos representantes do município. Além disso, o evento possibilitou o fortalecimento de redes de cooperação entre municípios da Amazônia Legal, troca de boas práticas de gestão e o acesso a ferramentas de inovação que podem ser adaptadas às realidades locais, incluindo territórios de base comunitária e povos tradicionais. Com raízes profundas e olhos voltados para o futuro, Uiramutã mostrou em Brasília que o caminho do desenvolvimento precisa ser construído de forma conjunta, com escuta, inclusão e compromisso com as futuras gerações. A presença ativa do município no “Transformar Juntos” é um reflexo da crescente maturidade institucional de Roraima, que avança em políticas públicas mais integradas, sustentáveis e conectadas com a diversidade de seus territórios. Ao final dos três dias de evento, uma certeza ficou evidente: transformar juntos não é apenas um lema — é uma convocação. E Uiramutã atendeu ao chamado com coragem, cultura e colaboração.

Uiramutã em Emergência Parcial: 26% da População Isolada pela Cheia

O município mais indígena do Brasil enfrenta um cenário crítico no Norte de Roraima. Após chuvas intensas, a Prefeitura de Uiramutã decretou emergência parcial em áreas afetadas pela cheia do igarapé Woosa, localizada na vicinal Caracaranã, afetando diretamente a comunidade indígena Willimon threads.com+9folhabv.com.br+9folhabv.com.br+9. 🔺 Impacto e alcance da inundação ⚠️ Consequências no dia a dia A ponte danificada interrompeu o acesso a 29 comunidades, prejudicando o deslocamento de alunos e o transporte de alimentos e insumos agrícolas. Moradores são obrigados a usar desvios arriscados, enfrentando diálise, saúde e acesso a serviços básicos folhabv.com.br+1folhabv.com.br+1. 🏛️ Medidas em andamento 📌 O desafio da temporada chuvosa A Defesa Civil já classificou Uiramutã como “a situação mais crítica do estado”, reforçando que a cheia afeta diretamente regiões com presença de comunidades indígenas tradicionais, como Willimon x.com+9folhabv.com.br+9folhabv.com.br+9. O município, geograficamente isolado, depende de infraestrutura resiliente para mitigar os efeitos das enchentes. 🌱 Perspectivas de recuperação Prefeitura e órgãos estaduais visam garantir a construção rápida da ponte, restauração das estradas vicinais e restabelecimento do transporte escolar. Enquanto isso, famílias seguem isoladas, em especial em áreas rurais, aguardando que as obras de contenção tragam alívio e segurança.

CHEGANDO JUNTO”, LEVANDO LONGE

Em Pacaraima, FNDE aproxima Brasília da sala de aula e fortalece a educação no extremo Norte Na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, o que chegou não foram apenas documentos e discursos: foi presença, escuta e compromisso. Nos dias 26 e 27 de junho, o município de Pacaraima, no extremo Norte de Roraima, foi palco do evento “FNDE Chegando Junto”, uma iniciativa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação que tem um propósito claro: chegar onde é mais difícil, para garantir que a educação também alcance quem mais precisa. Realizado no Centro Educacional de Cultura e Desporto, o encontro reuniu gestores dos 15 municípios roraimenses, entre eles o secretário de Educação do Uiramutã, Damázio de Souza Gomes, o secretário adjunto Joeverson Sales e a equipe técnica da pasta. Durante dois dias, o evento promoveu oficinas, rodas de esclarecimento e atendimento direto sobre os programas federais de educação, como o PNAE (merenda escolar), o PNATE (transporte escolar), obras escolares e o sistema de prestação de contas do SIMEC. “O FNDE veio não só para orientar, mas para ouvir. É uma via de mão dupla. E para nós, que estamos em territórios mais distantes, isso faz toda a diferença”, afirmou um dos participantes. A proposta do programa “Chegando Junto” é simples e poderosa: levar o FNDE até o território, ao invés de esperar que os municípios enfrentem longas distâncias e burocracias para serem atendidos em Brasília. Em locais como Pacaraima — com seus desafios logísticos, fronteiriços e culturais — essa inversão de rota representa mais que técnica: representa justiça educacional. Entre planilhas e projetos, surgiram também conexões humanas. Os técnicos da autarquia federal se aproximaram das realidades locais e ouviram de perto os gargalos e as soluções encontradas por quem está no dia a dia da gestão escolar. “É nessa troca que construímos uma educação mais forte, com base no que cada município realmente precisa”, destacou um representante do FNDE. O evento também marcou o início de uma nova fase de monitoramento mais próximo, que deve se repetir em outras regiões do país. Em Pacaraima, onde a escola é muitas vezes o único elo entre comunidades isoladas e o mundo, o FNDE chegou não como visitante, mas como parceiro de caminhada. E quando se trata de educação, caminhar junto é o primeiro passo para transformar destinos.

BOA VISTA VIRA PALCO DE TALENTOS NESTA QUARTA

Etapa classificatória dos Jogos Escolares de Roraima começa na capital com recorde histórico de inscritos O coração esportivo de Roraima bate mais forte a partir desta quarta-feira, 25, com o início da etapa classificatória dos 52º Jogos Escolares de Roraima (JERs) em Boa Vista. Após percorrer os municípios do interior e encerrar as disputas em Uiramutã no último fim de semana, agora é a vez da capital sediar uma das fases mais aguardadas da competição. E o clima é de festa e superação. Este ano, os JERs alcançaram um marco inédito: 10.383 atletas inscritos, estabelecendo um novo recorde de participação e reafirmando o crescimento do esporte escolar no estado. Durante cinco dias intensos de competição — até o próximo domingo, 29 —, quadras, ginásios e pistas da cidade se transformarão em arenas de sonhos, onde jovens atletas disputam muito mais que medalhas: eles correm atrás de um lugar no pódio da vida. Com disputas acirradas em diversas modalidades, a capital se prepara para receber delegações escolares de diferentes regiões, reunindo o melhor do talento juvenil em um só lugar. Para muitos, é a primeira grande experiência competitiva; para outros, é mais um passo rumo ao alto rendimento. A movimentação nas escolas, nas arquibancadas e nas redes sociais promete ser intensa. Famílias, professores e torcedores estão prontos para apoiar seus times e celebrar o espírito esportivo que contagia o estado nesta época do ano. Enquanto os olhos se voltam para os jovens atletas que brilham nas quadras, o sentimento que paira no ar é o mesmo: orgulho, emoção e esperança no futuro do esporte roraimense.

NOVO PNE EM FOCO

Uiramutã defende educação indígena, inclusiva e de qualidade no Fórum Estadual em Boa Vista BOA VISTA (RR) – O futuro da educação brasileira começa a ser redesenhado a partir de um encontro estratégico que ocorre esta semana na capital de Roraima. Entre os dias 24 e 27 de junho, o Eco Hotel sedia o Fórum Estadual de Educação, reunindo mais de 60 representantes municipais de todo o estado. O objetivo: ouvir, planejar e propor diretrizes que vão nortear os próximos dez anos da educação brasileira, por meio do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Entre os participantes, o município do Uiramutã – localizado no extremo norte do Brasil, em uma região de difícil acesso e com predominância de comunidades indígenas – marcou presença com uma comitiva liderada pelo secretário municipal de Educação, Damázio de Souza Gomes, e composta por técnicos da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (Semecd). O encontro representa um momento decisivo para que as realidades locais, muitas vezes invisibilizadas nas grandes políticas públicas, ganhem protagonismo. Os debates giram em torno de eixos temáticos que tratam da valorização dos profissionais da educação, infraestrutura escolar, financiamento, acesso à educação básica, inclusão de comunidades indígenas, quilombolas e rurais, além da promoção da equidade. Do local ao nacional: escuta ativa e construção coletiva Durante os painéis, os secretários e técnicos educacionais compartilham os principais gargalos enfrentados por seus municípios – desde a falta de internet e transporte escolar, até a escassez de recursos humanos qualificados nas áreas remotas. O que for definido no Fórum será incorporado ao novo Plano Estadual de Educação (PEE) e, por sua vez, encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) para compor o Plano Nacional de Educação (PNE), com validade de uma década (2025–2035). Damázio Gomes destacou que a participação do Uiramutã vai além de representar números em uma planilha. Ela carrega consigo o compromisso de garantir que cada aluno, mesmo nos rincões mais distantes, tenha acesso ao ensino com dignidade e qualidade. “O Uiramutã tem especificidades culturais, geográficas e sociais que precisam ser respeitadas. Temos mais de 90% da nossa população pertencente a comunidades indígenas. Não podemos aceitar um plano nacional que não leve em conta nossa realidade única”, declarou o secretário durante uma das sessões. Educação indígena no centro do debate A comitiva do Uiramutã apresentou como uma de suas principais contribuições ao plano estadual a ampliação das ações voltadas à educação indígena bilíngue e intercultural, com formação específica para professores que atuam nas comunidades. Também foi reivindicado o fortalecimento de programas que combatam a evasão escolar, especialmente entre adolescentes e jovens, e a criação de políticas que incentivem a permanência dos estudantes na escola com infraestrutura adequada, merenda de qualidade e transporte seguro. Além disso, a delegação defendeu a descentralização dos investimentos, garantindo que municípios de fronteira – como o Uiramutã, que faz divisa com a Guiana e a Venezuela – recebam recursos proporcionais às suas necessidades logísticas e operacionais. Visão de futuro: um plano mais justo e plural Ao final do evento, será elaborado um documento oficial com todas as propostas debatidas durante o Fórum Estadual. Esse material será encaminhado ao MEC e analisado na Conferência Nacional da Educação, prevista para ocorrer ainda este ano. A expectativa é que o novo PNE seja um reflexo mais fiel da diversidade brasileira, incluindo as vozes de todos os territórios, especialmente os mais distantes dos grandes centros. A presença ativa do Uiramutã no processo é um sinal claro de que os pequenos municípios estão prontos para contribuir com uma educação mais justa, inclusiva e comprometida com o futuro de suas comunidades. “Estamos aqui para construir um Brasil melhor, e isso começa com a escuta. O novo plano precisa nascer da realidade, não de uma sala fechada. E nossa realidade está sendo ouvida”, concluiu Damázio.

JER’s NO UIRAMUTÃ: BRILHO INDÍGENA NOS GRAMADOS E NAS QUADRAS

Escola Joaquim Nabuco domina o futsal e conquista três das quatro vagas na etapa municipal; Lauro Melquior, da comunidade Ticoça, também garante lugar na fase estadual com goleada histórica O município de Uiramutã viveu um fim de semana memorável com o encerramento da 14ª e última etapa municipal dos Jogos Escolares de Roraima (JER’s) 2025. No coração da terra indígena, em meio à natureza e ao orgulho cultural de seu povo, brilhou o talento juvenil que transforma esporte em expressão de identidade, resistência e superação. No centro desse espetáculo, a Escola Estadual Joaquim Nabuco, situada na sede do município, foi o grande destaque da competição de futsal, realizada neste domingo (22). Mostrando um jogo técnico, consistente e repleto de garra, a escola conquistou três das quatro categorias disputadas, garantindo a vaga na fase estadual nos times mirim masculino, mirim feminino e infantil feminino. As arquibancadas da quadra poliesportiva ficaram pequenas para tanto entusiasmo. A comunidade compareceu em peso, formando uma torcida vibrante, que não apenas incentivou os atletas, mas transformou cada jogo em uma verdadeira celebração do esporte e da juventude local. A única exceção no domínio da Joaquim Nabuco veio na categoria infantil masculino, onde a Escola Lauro Melquior, da comunidade indígena Ticoça, protagonizou um verdadeiro espetáculo esportivo. Em uma atuação marcada por habilidade e espírito coletivo, os jovens atletas aplicaram uma goleada marcante, conquistando o título com autoridade e garantindo a quarta vaga para representar o Uiramutã na próxima fase. Com o encerramento da etapa, os times campeões se preparam agora para a fase estadual dos JER’s, que acontecerá em Boa Vista, entre os dias 8 e 15 de julho. Levarão na bagagem, além do talento esportivo, a força cultural de suas comunidades, o orgulho de suas escolas e a esperança de alcançarem os palcos nacionais da competição. Os Jogos Escolares de Roraima, mais do que uma disputa esportiva, reafirmam a importância do investimento no esporte como ferramenta de inclusão, autoestima e projeção social para as juventudes indígenas. Em quadra, no Uiramutã, não foi apenas o futsal que venceu. Venceu a cultura, venceu a educação, venceu o futuro.

JERs 2025: Uiramutã se transforma na capital do esporte indígena na reta final dos Jogos Escolares

Disputa acirrada, tradição e sonhos em jogo: jovens atletas do extremo norte de Roraima mostram talento e orgulho nas últimas etapas da competição No coração da floresta e ao som dos cantos da ancestralidade, o esporte pulsa com força no município mais indígena do Brasil. O Uiramutã, ao extremo norte de Roraima, sedia a última e mais simbólica etapa dos Jogos Escolares de Roraima (JERs) 2025, reunindo estudantes que não apenas competem, mas representam suas culturas, comunidades e sonhos. Em uma atmosfera marcada pela emoção e pelo espírito esportivo, a Escola Estadual Indígena Kokó Isabel Macuxi, da comunidade Enseada, brilhou intensamente. A equipe masculina de futebol de campo mostrou entrosamento, garra e resistência, vencendo a etapa regional com autoridade. Com o título, os jovens atletas carimbaram o passaporte para a fase estadual, onde enfrentarão os melhores do estado em busca da tão sonhada vaga na etapa nacional. Mas os Jogos no Uiramutã não se resumem ao futebol. A ancestralidade se manifesta de forma marcante nas modalidades tradicionais. O tiro com arco e flecha, símbolo da conexão entre o corpo, a mente e a natureza, revelou dois talentos que agora avançam rumo à grande final em Boa Vista. Otávio Lima Mota, da Escola Estadual Joaquim Nabuco, e Lucas Rademark Souza, da Escola Estadual Indígena São Mateus, mostraram precisão, foco e uma profunda reverência ao legado de seus antepassados. “Mais que uma competição, os JERs no Uiramutã são uma celebração da juventude, da cultura e da potência indígena que pulsa neste território. Aqui, o esporte ganha um sentido mais amplo: é resistência, identidade e futuro”, destacou um dos coordenadores da etapa regional. A fase final no Uiramutã segue até o próximo domingo, dia 22, e promete mais momentos marcantes. De lá, sairão não apenas vencedores, mas protagonistas de histórias que unem tradição e modernidade, selando a força da juventude roraimense em cenário estadual — e, quem sabe, nacional.

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